quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Passos



Já teve a sensação de caminhar no escuro?! Quando você está num ambiente que conhece fica até mais fácil, mas tenta fazer isso num local que nunca foi antes... Dá muito medo! Insegurança, ansiedade, adrenalina,as pernas tremem...  são muitos os riscos de você se "estabacar" no chão e nem saber o que te atingiu.  Só que pra se mexer precisamos começar e dar o primeiro passo mesmo estando no "escuro" às vezes, mesmo sem saber o que acontecerá depois. Se não dermos o primeiro passo nunca sairemos do lugar onde já estamos. Se movimente! Se quer crescer, se quer atingir alvos que não conseguia... experimente dar o primeiro passo pois depois desse os outros virão com o tempo e com mais facilidade.
Quantas vezes achávamos algo tão difícil de acontecer e até mesmo impossível e depois que passou olhamos pra trás e rimos de nós mesmos pensando "poxa, foi tão fácil". Por isso não se intimide quando algo parece impossível pra você, dê o primeiro passo com fé e deixe o resto das coisas fluam naturalmente. Definitivamente não fomos feitos pra ficar parados. Não desista de persiguir seus sonhos. A vida é uma chatice quando sentamos esperando ela passar.









domingo, 20 de fevereiro de 2011

Perdas



O que pode ser feito para superar uma perda?
Cada um tem uma maneira distinta de lidar com a dor. Acho interessante aquelas pessoas que se agarram a dor como se fosse algo a possuir que não podem perder. Chegam até a sentir falta se em uma escapulida o sofrimento vai embora.
Felizmente ou infelizmente não sou assim, não sei degustar a dor. Ela não me desce à garganta. Você pode me ver estudando, ouvindo música, falando ao telefone, trabalhando... me sentindo péssima mas duvido que note, porque eu não me permito fazer parar por ela. A vida é algo contínuo e acredito que mais dia menos dia tudo passa.
Ciclos terminam e outros começam, o novo bate à porta todo dia e a graça está em saber lidar com as situações que lhe surgem. Às vezes precisamos ficar sozinhos para refletir. Chorar tudo que for preciso, mas na intenção de melhorar. A nossa própria companhia de vez em quando é bom, nos ajuda a crescer.
                Você aprende que quanto mais dá importância para o sofrimento ele aumenta. Isso não quer dizer que minha dor vai embora mais rápido que a de todo mundo, não desmereço o que cada um sente. Só não acho que vale a pena estagnar por mais que meu coração esteja quebrado. Não damos menos importância porque estamos tentando nos livrar da dor.

Torpor


Quanto tempo uma pessoa pode ficar entorpecida? Começo a desconfiar que passei a maior parte da minha vida assim... Viajando em meus pensamentos, músicas, livros e sonhando acordada.
Mas afinal o que é real? O que torna algo mais existente do que outra coisa? A realidade pra mim vai mudando de acordo com o tempo.
Aprendi que o que me é real hoje pode ser bastante ilusório num futuro próximo. Culpa do torpor que certas situações nos deixam. Quando ele termina, se é que termina, o que sobra é o que levamos da vida: As memórias, que a depender da ótica pode ser lembradas e relembradas de formas diferentes.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Recomeço


Permita-se recomeçar! O plano não deu certo, o cálculo não bateu no final das contas... Rasgue a página e comece de novo. Encontre os pontos errados e os conserte. Livre-se da culpa... Pra que se encher de porquê's?! Não vão te levar a lugar algum, pelo contrário, se você der atenção só vai perder tempo e se machucar. Suba a escada da sua vida degrau por degrau aproveitando cada fase e agregando novas experiências ao longo do caminho. Não tenha medo de dar o seu melhor em tudo que for fazer. Abrace as oportunidades que irão sendo dadas. Jogue fora o que julgar não te fazer bem. Ame pessoas, goste de coisas, adore a Deus. Perceba que felicidade tem mais a ver com o que se passa dentro de você do que o que se passa por fora. Perguntar a si e descobrir sinceramente "quem você é?" é um passo para descobrir onde quer chegar e como fazê-lo. 











Guarda o seu coração
Estou aprendendo a guardar o meu
...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

 

Joguei pela janela os hábitos que julguei serem maus para mim.
Me desprendi do que me sentia mais apegada: Isso inclui pessoas, lugares e costumes. Para minha surpresa percebi que posso viver bem assim e até mesmo melhor.
Quando finalmente desisto de entender o que se passa a minha volta, quando paro de me preocupar em ganhar ou perder ressurge das cinzas o que antes pensei já está morto. Como uma chama fraca dentro de uma sala escura que por menor que seja quebra toda a escuridão.
Preciso de oxigênio!
Descobri que pra muitas coisas ainda não consigo dizer não.
Não dá mesmo pra entender, quem não consegue viver ao nosso lado, mas também não consegue se afastar de nós. O que será isso?! Até onde vai o tal do “costume”?
Parei de tentar entender. Parei de querer me explicar,  me desculpar por erros que não posso voltar pra consertar. E hoje sei que a “culpa” não é só minha. Na verdade não é de ninguém.
A vida segue.
Meus pés flutuam.
Vejo o mundo daqui de cima e não tenho pretensão de descer. Meu mundo de fantasias, que criei para me proteger dos outros e principalmente de mim. Ironicamente esse mundo agora é o mais real e palpável que conheço.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Hoje eu não quero entrelinhas, eu não quero ser subjetiva. Hoje eu quero todos os pontinhos os i’s, todas as virgulas e exclamações. Hoje eu quero me escancarar e dizer que morro de medo, que morro de saudade, de dúvidas. Não sei o que estou fazendo aqui. Escrevo pra tentar me organizar, pra deixar uma mensagem e me convencer que estou superando as perdas, corrigindo erros, sendo útil no mundo. A verdade é que estou cansada, triste, inconformada. Eu não estou enxergando direito porque a minha teimosia em recuperar a vida que perdi não me deixa ver mais nada, mas no fundo sei que coisas precisavam ser mudadas e que eu preciso seguir, mas não é fácil...não tá sendo. Eu quero colo, eu quero perdão, eu quero vencer. Mas não acho forças por mais fundo que eu procure. A realidade me arrasa e vai me enfraquecendo aos poucos. Procuro entender o que talvez não tenha explicação. Eu vivo em função de um caso falido, mas não desisto, não consigo me manter distante. Não consigo me deixar ir. Partir. Finjo que esta tudo bem, finjo acreditar que tudo vai mudar pra melhor, que vou superar... Quem sabe de tanto fingir realmente aconteça. Me apego nos detalhes que restaram e me pergunto se só eu faço isso, só eu me importo. E uma verdade doída me diz lá no fundo que sim.