Joguei pela janela os hábitos que julguei serem maus para mim.
Me desprendi do que me sentia mais apegada: Isso inclui pessoas, lugares e costumes. Para minha surpresa percebi que posso viver bem assim e até mesmo melhor.
Quando finalmente desisto de entender o que se passa a minha volta, quando paro de me preocupar em ganhar ou perder ressurge das cinzas o que antes pensei já está morto. Como uma chama fraca dentro de uma sala escura que por menor que seja quebra toda a escuridão.
Preciso de oxigênio!
Descobri que pra muitas coisas ainda não consigo dizer não.
Não dá mesmo pra entender, quem não consegue viver ao nosso lado, mas também não consegue se afastar de nós. O que será isso?! Até onde vai o tal do “costume”?
Parei de tentar entender. Parei de querer me explicar, me desculpar por erros que não posso voltar pra consertar. E hoje sei que a “culpa” não é só minha. Na verdade não é de ninguém.
A vida segue.
Meus pés flutuam.
Vejo o mundo daqui de cima e não tenho pretensão de descer. Meu mundo de fantasias, que criei para me proteger dos outros e principalmente de mim. Ironicamente esse mundo agora é o mais real e palpável que conheço.

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