Adiei a pergunta por saber a resposta. Acontece
que não é por não perguntar que a resposta muda. E fiquei ali esperando
pacientemente por uma mudança, uma atitude que nunca chegava. Até cansar de
esperar. Nó na garganta. Corpo quente. A pergunta estava preste a acontecer.
Medo. E a resposta chegou. Decepção. Mas não era justamente aquilo que se
imaginava? Porque esperança é assim: acreditar que o 0,1% vai acontecer. Mas o
que nunca poderia imaginar era a forma que seria, mas foi de qualquer modo.
Para minha surpresa descobri que um “não” é muito menos dolorido que um
“talvez” eterno. O não dói. Mas passa.
A gente sabe que precisa tomar um caminho. Mas
um talvez prende. Paramos no tempo e no espaço. Não conseguimos dar um passo
pra frente e nem pra trás. Depois disso nada mais importa. A sentença foi
lançada. O “não” fechou janelas, mas abriu portas. E por esse caminho vamos
seguindo, mesmo que ele não deixe claro pra onde está nos levando.
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