quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Compasso



Já que sou só eu e o tempo.
Deixa que eu o faço e assim ele vai se traduzindo e me dando as explicações que preciso.
Pra que a pressa se não tenho viagem marcada pra lugar algum?!
Pra que o medo de ficar parada se quando não ando o vento me leva?!
Deixa ser assim então nem que seja só por enquanto
E amanhã são outros planos e outras coisas e outros sonhos e outros muros e outros pensamentos
Eu sou o meu tempo
Resolver... só se resolve problemas
E pra que criá-los onde não existem?
Eu sinto o que penso
Eu viajo dentro de mim
Me perco e me acho nesse percurso várias e várias vezes
Equilibro-me entre alegrias e dificuldades como posso
Eu sei que nada é estático e porque então eu tenho que ser?!
Me deixa...
Aqui tem uma alma e um espírito morando em um corpo que respira no compasso que sabe.


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