Todavia nao se engane. É para mim que escrevo. Para que o "eu" que
escreve se comunique com o "eu" que lê e passe a informação para o "eu"
que sente juntamente com o "eu" que faz. Todas de mim juntas em um corpo
e espaço determinado que as vezes parece que não vai caber. E eu não me
caibo na felicidade, preciso dividí-la com o outro. Mas também nao me
caibo nas adversidades, preciso gritá-las aqui seja de uma maneira ou de outra.Aqui eu me entendo, mesmo que por um momento. Digo pra mim o que se passa por dentro e reflete fora.
E quanto mais eu falo em felicidade, superação, amor... mais disso vivo.
Logo vou vivendo o que escrevo e escrevendo o que vivo.
Dessa forma vou traçando o que desejo.
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